Antes de escolher o presente corporativo, o que sua empresa precisa definir?

Antes de escolher o presente corporativo, o que sua empresa precisa definir? - LeBlank Corporativo

Antes de escolher um presente corporativo, a empresa precisa ter clareza suficiente sobre o objetivo da ação, quem vai receber, quantidade, faixa de investimento, data de entrega, nível de personalização, distribuição e aprovações ou restrições internas.

Nem tudo precisa estar fechado desde o primeiro dia.

Quantidade pode começar como uma estimativa. O orçamento pode estar dentro de uma faixa. A lista final de endereços ainda pode estar sendo organizada.

O importante é que as principais decisões estejam claras o suficiente para orientar a escolha.

Porque escolher o produto primeiro e organizar o restante depois costuma inverter a lógica da ação.

O presente não deveria ser a primeira decisão

Imagine duas empresas procurando presentes de fim de ano.

A primeira quer reconhecer 30 clientes estratégicos, com uma entrega individualizada e uma experiência mais pessoal.

A segunda precisa presentear 500 colaboradores distribuídos em diferentes estados.

As duas podem até olhar para o mesmo produto.

Mas isso não significa que o mesmo produto faça sentido para as duas ações.

O que mudou não foi o presente. Foi o contexto.

É por isso que, antes de discutir caixas, produtos, sabores, materiais ou acabamentos, vale organizar algumas definições internas.

Antes do catálogo, vem o objetivo.

1. Primeiro, defina o objetivo da ação

“Enviar presentes de fim de ano” descreve o que a empresa pretende fazer. Ainda não explica por quê.

O objetivo pode ser agradecer clientes por mais um ano de relacionamento, reconhecer colaboradores, fortalecer uma parceria, marcar uma conquista, aproximar contas estratégicas ou celebrar um momento importante.

Essa diferença parece pequena, mas muda a escolha.

Um presente pensado para reconhecimento interno pode seguir uma lógica diferente daquele criado para fortalecer o relacionamento com um cliente estratégico.

Antes de procurar opções, responda:

O que queremos que esta ação faça pela relação com quem vai receber?

Essa resposta cria um primeiro filtro para todas as escolhas seguintes.

2. Defina quem vai receber

“Clientes” pode ser uma resposta ampla demais.

São todos os clientes? Apenas contas estratégicas? Clientes que estão há mais tempo com a empresa? Novos clientes? Parceiros? Colaboradores? Lideranças?

Quanto mais clara estiver essa definição, mais fácil fica entender que tipo de presente faz sentido.

Também vale verificar se existem grupos diferentes dentro da mesma ação.

Uma empresa pode, por exemplo, decidir trabalhar com uma lógica para clientes estratégicos e outra para uma base mais ampla.

Todo mundo precisa receber o mesmo presente?

Não necessariamente.

Mas separar públicos só faz sentido quando existe uma razão para isso.

Criar dez categorias diferentes sem necessidade pode aumentar a complexidade. Por outro lado, tratar públicos muito diferentes como se fossem iguais pode deixar a experiência genérica.

A pergunta não é apenas “quantos grupos conseguimos criar?”.

É “há alguma diferença relevante entre essas pessoas que deveria aparecer na escolha?”

3. Pense no que a empresa quer comunicar

O presente também comunica.

Por isso, antes da escolha, vale definir qual percepção a empresa gostaria de provocar.

Reconhecimento? Proximidade? Cuidado? Sofisticação? Celebração? Pertencimento? Agradecimento?

Isso não significa que o presente precise carregar uma mensagem publicitária.

Na verdade, muitas vezes acontece o contrário.

Quando a intenção está clara, fica mais fácil evitar decisões baseadas apenas em gosto pessoal, tendência ou no produto que chamou mais atenção no catálogo.

A escolha passa a responder a uma pergunta melhor:

Esse presente ajuda a tangibilizar o que queremos comunicar para essa pessoa?

4. Tenha uma quantidade aproximada

Você não precisa necessariamente chegar ao primeiro contato com uma lista definitiva de nomes.

Mas precisa ter uma noção realista de escala.

Uma ação para 30 pessoas é diferente de uma ação para 300 ou 3.000.

A quantidade influencia disponibilidade, possibilidades de personalização, orçamento total, produção e distribuição.

Por isso, mesmo uma estimativa já ajuda bastante no início.

“Entre 180 e 220 pessoas”, por exemplo, orienta uma conversa muito melhor do que “ainda não sabemos, mas queremos ver algumas ideias”.

Quanto mais a execução se aproxima, mais essa estimativa precisa se transformar em um número confirmado.

5. Trabalhe com uma faixa de investimento

Outro ponto que não precisa começar com precisão absoluta é o orçamento.

Mas alguma referência precisa existir.

Sem uma faixa de investimento, a curadoria pode caminhar em muitas direções ao mesmo tempo. A empresa recebe opções interessantes, mas que talvez nunca fossem viáveis para aquela ação.

Nesta etapa, a pergunta ainda não é qual é o valor “certo” para um presente corporativo.

Essa decisão depende de contexto, público, objetivo e política da própria empresa.

O importante é saber qual universo de investimento deve orientar a busca.

Isso torna a seleção mais coerente e reduz comparações entre soluções que, na prática, pertencem a categorias completamente diferentes.

6. Defina quando o presente precisa chegar

Existe uma diferença importante entre a data em que a empresa pretende aprovar o pedido e a data em que o presente precisa estar na mão de quem vai receber.

A segunda é a que realmente orienta a execução.

Ela influencia disponibilidade de produtos, personalização, produção, transporte e margem para imprevistos.

Por isso, em vez de começar perguntando apenas “quanto tempo demora?”, vale definir primeiro:

Em qual data queremos que a experiência aconteça para quem vai receber?

A partir dela, o restante do planejamento pode ser organizado de trás para frente.

7. Verifique se existem restrições ou políticas internas

Nem toda empresa possui as mesmas regras para presentear.

Mas, quando elas existem, o melhor momento para descobri-las é antes de a escolha estar praticamente concluída.

Pode haver regras relacionadas a valor máximo, compliance, recebimento de presentes por determinados públicos, aprovação de orçamento, uso de marcas, homologação de fornecedores ou outras políticas internas.

Também pode existir uma restrição do lado de quem recebe.

Algumas empresas possuem políticas próprias sobre presentes oferecidos a seus colaboradores ou executivos.

Preciso verificar compliance antes de escolher o presente?

Se a sua empresa ou o público que receberá a ação estiver sujeito a alguma política de presentes, sim.

Não porque toda ação de gifting seja um problema de compliance, mas porque descobrir uma restrição depois de produto, quantidade e orçamento aprovados pode fazer a empresa voltar várias etapas.

8. Defina o nível de personalização desejado

“Queremos algo personalizado” ainda pode significar muitas coisas.

A personalização pode estar na embalagem, no cartão, no nome de cada pessoa, na identidade visual, em um item específico ou até em composições diferentes para determinados públicos.

A empresa não precisa necessariamente chegar com a arte pronta.

Mas ajuda muito saber até onde quer levar essa personalização.

Existe uma diferença operacional importante entre adicionar um cartão com mensagem e produzir centenas de itens com personalização individual.

Quanto mais cedo esse nível estiver claro, mais coerente será a escolha do que é viável executar.

9. Entenda como os presentes serão distribuídos

A experiência não termina quando o presente fica pronto.

É preciso entender como ele vai chegar.

Todos os kits irão para um único escritório? Serão enviados individualmente? Existem destinatários em várias cidades ou estados? A empresa já possui os endereços? Quem vai organizar e validar esses dados?

Uma solução adequada para entrega concentrada pode não ser a melhor para uma operação distribuída.

Por isso, logística não deveria aparecer apenas depois que o presente foi escolhido.

Ela é uma das condições da própria escolha.

10. Saiba quem precisa aprovar a ação

Existe ainda uma pergunta simples que pode economizar muitas idas e vindas:

Quem precisa dizer “sim” antes de essa ação seguir?

Dependendo da empresa, a aprovação pode envolver gestor, Marketing, RH, Compras, Financeiro, Diretoria ou áreas de compliance.

Isso varia bastante.

Mapear essas aprovações não adiciona burocracia. Apenas antecipa um fluxo que já existe.

Se uma pessoa monta toda a ação pensando que pode decidir sozinha e só depois descobre que outras áreas precisam validar investimento, identidade visual ou fornecedor, o processo volta para trás.

Mapear quem participa da decisão ajuda a trazer essas pessoas para o momento certo.

O que precisa estar fechado e o que pode começar como estimativa?

Nem todas as informações têm o mesmo nível de urgência.

No início, algumas definições precisam estar claras porque direcionam toda a ação:

  • objetivo;
  • público;
  • data em que o presente precisa chegar;
  • principais restrições ou aprovações internas.

Outras podem começar como estimativas realistas:

  • quantidade;
  • faixa de investimento;
  • nível de personalização;
  • distribuição, quando os dados finais ainda estiverem sendo coletados.

O importante é lembrar que quanto mais a execução se aproxima, menor é o espaço para trabalhar com estimativas.

Checklist antes de começar a escolher o presente corporativo

Antes de abrir um catálogo ou solicitar uma curadoria, tente responder:

  1. Qual é o objetivo da ação?
  2. Quem vai receber?
  3. Existem grupos diferentes dentro desse público?
  4. O que queremos comunicar?
  5. Qual é a quantidade aproximada?
  6. Qual é a faixa de investimento?
  7. Quando o presente precisa chegar?
  8. Existe alguma restrição ou aprovação interna?
  9. Qual será o nível de personalização?
  10. Como será feita a distribuição?

Você não precisa começar com todas as respostas perfeitas.

Precisa começar com respostas boas o suficiente para não escolher no escuro.

Perguntas frequentes

O que definir antes de pedir orçamento de presentes corporativos?

Tenha pelo menos uma definição inicial de objetivo, público, quantidade, faixa de investimento, data de entrega, personalização, distribuição e eventuais regras ou aprovações internas. Essas informações permitem construir opções mais coerentes com a ação.

É preciso saber exatamente a quantidade antes de escolher?

Não necessariamente. No início, uma estimativa realista pode ser suficiente. Porém, o número deverá ser confirmado à medida que a ação avança, principalmente quando produção, personalização e logística forem definidas.

Todo mundo precisa receber o mesmo presente?

Não. Públicos diferentes podem justificar escolhas diferentes. Mas a segmentação deve existir por uma razão concreta, e não apenas para criar mais categorias ou tornar a operação mais complexa.

Preciso definir o orçamento antes de escolher o presente?

É recomendável trabalhar pelo menos com uma faixa de investimento. Ela ajuda a direcionar a curadoria e evita analisar opções que não fazem sentido para a realidade da ação.

Quando devo verificar as regras de compliance?

Sempre que a empresa ou o público que receberá os presentes estiver sujeito a políticas específicas. Idealmente, isso deve ser verificado antes da aprovação final do presente e do orçamento.

A empresa precisa ter todos os endereços antes de começar?

Não necessariamente. Mas precisa entender como será feita a distribuição, qual é a abrangência das entregas e em que momento os dados completos dos destinatários estarão disponíveis.

Escolher melhor começa antes da escolha

Quando uma empresa começa procurando produtos, é fácil transformar uma ação de relacionamento em uma sequência de decisões desconectadas.

Mais opções não resolvem necessariamente o problema.

Escolher melhor começa eliminando decisões que ainda estão abertas.

Quando objetivo, público, investimento, prazo, personalização e execução estão suficientemente organizados, o presente deixa de ser uma escolha isolada.

Ele passa a fazer parte de uma ação coerente.

Já definiu objetivo, público, quantidade, faixa de investimento e quando o presente precisa chegar? A LeBlank pode ajudar a transformar essas informações em uma curadoria de presentes corporativos coerente com a sua ação.

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